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	<title>India Arquivos - Ana Abrão</title>
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		<title>O &#8220;Spiritual Walk&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2016 17:39:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Photos With Love]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou no meio de um grupo de Sadhus*, um acontecimento único, uma experiência incrível… por puro acaso! 🙂 Saio as 7hs da manhã sem grandes planos para o dia. Paro para fotografar uma mulher com uma vestimenta diferente quando alguém diz: ela vai para o Spiritual Walk (caminhada espiritual). Spiritual Walk???  Não sei o que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://anaabrao.com/o-spiritual-walk/">O &#8220;Spiritual Walk&#8221;</a> aparece primeiro no <a href="https://anaabrao.com">Ana Abrão</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-26194" src="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking.jpg" alt="ana-abrao-india-pushkar-sahdu-at-spiritual-walking" width="1200" height="800" srcset="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking.jpg 1200w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-600x400.jpg 600w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-300x200.jpg 300w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-768x512.jpg 768w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-1024x683.jpg 1024w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-500x333.jpg 500w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-610x407.jpg 610w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Sahdu-at-spiritual-walking-1080x720.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<p>Estou no meio de um grupo de Sadhus*, um acontecimento único, uma experiência incrível… por puro acaso! 🙂</p>
<div>Saio as 7hs da manhã sem grandes planos para o dia.</div>
<div>Paro para fotografar uma mulher com uma vestimenta diferente quando alguém diz: ela vai para o Spiritual Walk (caminhada espiritual). Spiritual Walk???  Não sei o que é mas não hesito em mudar de direção. Chego ao local indicado a hora de início da tal caminhada. Há músicos e dançarinas. Fico a um canto vendo o movimento de pessoas pintadas, camelos decorados. Vejo um grupo de Sadhus. Grande. Todos reunidos. Avanço em direção ao grupo sem hesitar. Estão num círculo voltado para o centro e algo se passa no meio da roda. Muitos tentam alcançar o centro, para ver e para fotografar. O tumulto é um pouco agressivo e por isto fico a fotografar um Sahdu no exterior da roda. De repente, o tumulto começa e se mexer. Do centro da roda saem dois Sahdus nus e o corpo pintado. Não os consigo fotografar. O fluxo de pessoas começa e se mover. Não tendo como voltar e no fundo feliz por não ter outra opção, decido juntar-me a eles.</div>
<div>.</div>
<div>A caminhada inicia. No cortejo, há grupos de dançarinas indianas, grupos de músicos, grupos de alunos, carroças com camelos decorados e outros. Vou para o meio do grupo de Sadhus. Caminho no meio deles e espero até que alguém convide-me a sair mas… as expressões são amigáveis. Alguém põe uma coroa de flores amarelas no meu pescoço (como as que eles têm) e eu sinto-me bem-vinda no grupo. Fico feliz por ninguém pedir-me uma credencial daquelas que é preciso enviar o DNA (e outros) com dois meses de antecedência.</div>
<div>.</div>
<div>Fotografo e as expressões continuam amáveis. A medida que avançamos, mais e mais pessoas estão nos passeios para ver passar a comitiva. Todas muito bonitas e coloridas, com a roupa de ir ver Deus aos domingos. Estão felizes, fotografam muito com os telefones. Por onde passamos, algumas pessoas jogam sacos enormes de flores amarelas e vermelhas nas nossas cabeças. Toneladas de flores cobrem as ruas todas! O cheiro convida a respirar fundo… e eu respiro fundo. Será verdade?  Estou numa passeata na India no meio de um grupo de Sahdus, fotografo sem restrições (para além daquelas de fotografar e andar ao mesmo tempo sem pisar ninguém 🙂  e jogam flores cheirosas na minha cabeça por todo o caminho?</div>
<div>.</div>
<div>Não contenho a minha alegria. Olho por todos os lados e acho o momento especial. Os Sahdus dizem alto a palavra “Jai Jee Ram“. Imagino que seja algum desejo de paz qualquer e digo também em voz alta. Imagino que o meu bem-estar está estampado na minha cara pois eles olham para mim com uma expressão doce. Adoro quando jogam flores e abro os braços para recebe-las. Apanho algumas e cheiro. Quero que esta caminhada não acabe nunca!!!</div>
<div>.</div>
<div>Andamos por toda a vila e aprecio cada instante. Não sei para onde vamos. Sigo o fluxo. Estou distraída, quando me vejo a subir um palco. Estou em posição privilegiada junto aos Sadhus quando inicia-se um evento. Uma pessoa importante é escoltada por policiais até o palco e fica ao meu lado. Não sei quem é. Muitos tentam tirar uma selfie. Por vias das dúvidas, tiro uma também. 🙂</div>
<div>.</div>
<div>Falam em Hindu coisas que não tenho a mínima ideia do tema e vejo muitos presentes serem dados aos Sahdus que suponho ser os mais importantes. Alguém põe uma echarpe (bonita, de algodão) na minha mão e diz: gift!  Hã? Presente pra mim?  Pego no tecido com as duas mãos e agradeço emocionada. É só um pano, mas adorei receber este pedaço de pano. O homem sai, cruzo o olhar com um Sahdu ao longe. Rodo a cabeça como os indianos, para a esquerda e para a direita como se tentasse encostar a orelha nos ombros. Ele entende que estou muito agradecida e retribui o sinal com a cabeça.</div>
<div>.</div>
<p>A pessoa importante fala por uns minutos e o evento acaba. O Sahdus são colocados num autocarro de mil-novecentos-e-duas-bolinhas. Branco, até onde pode haver esta cor na India. Vejo várias cabeças cor de laranja pela janela. Vão-se embora. </p>
<div>.</div>
<p>Agora compreendo o significado de um Spiritual Walk pois já fiz a minha… que manhã magnífica!!</p>
<div>.</div>
<p>*pessoas que renunciam os seus bens materiais e dedicam a sua vida à religião</p>
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		<title>O Valor das Coisas Simples</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 09:41:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Photos With Love]]></category>
		<category><![CDATA[Todas as categorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Preparo-me para uma segunda visita a Kakun e a sua família, de etnia cigana, que está a viver temporariamente debaixo de uma árvore (durante os cerca de 10 dias da feira de camelos de Pushkar). Compro as bananas para cumprir a minha promessa. No último minuto decido levar também um caderno de desenhos para colorir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-26190" src="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp.jpg" alt="ana-abrao-at-the-gypcy-camp" width="2048" height="1151" srcset="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp.jpg 2048w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-600x337.jpg 600w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-300x169.jpg 300w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-768x432.jpg 768w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-1024x576.jpg 1024w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-500x281.jpg 500w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-610x343.jpg 610w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-at-the-gypcy-camp-1080x607.jpg 1080w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></p>
<p>Preparo-me para uma segunda visita a Kakun e a sua família, de etnia cigana, que está a viver temporariamente debaixo de uma árvore (durante os cerca de 10 dias da feira de camelos de Pushkar). Compro as bananas para cumprir a minha promessa. No último minuto decido levar também um caderno de desenhos para colorir e uma caixa de lápis de cor. Decido-me pela caixa pequena e imaginei os lápis jogados selvaticamente pela terra ao fim de 5 minutos.</p>
<p>À chegada somos recebidas (eu e a Eliane) com alegria. Conversamos um pouco em Hinglês (mistura de Hindi com inglês, nem um, nem outro :-). Estou na expectativa de conseguir boas imagens mas antes… estendo um plástico no chão e chamo as crianças para sentarem-se a volta. Abro o caderno e começo a colorir. Dou um lápis a cada uma e estimulo-as a fazerem o mesmo. Fico sem ação quando vejo que elas não sabem segurar o lápis.<br />
Deixo o meu lápis, posiciono-o entre as miniaturas de dedos de um deles e envolvo a sua mão para colorirmos juntos. Estão focados. Cada um com o seu lápis. Pego em outra mão. Colorimos, falamos naquela língua, fingimos que nos entendemos, rimos, colorimos. As pontas dos lápis acabaram. Por sorte, a caixinha veio com um apontador. Retiro-o, giro lá dentro a ponta do lápis ao mesmo tempo em que observo a expressão completamente pasma que eles têm no rosto ao mesmo tempo em que observam aquele movimento e o lápis de novo com ponta.<br />
Por cerca de uma hora e meia, duas talvez, estiveram totalmente focados na missão de preencher as páginas do livro.</p>
<p>Nunca vi tantos sorrisos à distância quando nos despedimos. Deles e meus. Mais tarde, já de volta à cidade, me pego pensando que este será um dia que não vou esquecer. Partilho a experiência com uma amiga. Ela diz: ELES não vão esquecer este dia. Sinto-me feliz.</p>
<p>Foto por Eliane Bandd (câmara do telefone). Esqueci de fotografar.<br />
.</p>
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		<title>Kakun vai à feira de Pushkar</title>
		<link>https://anaabrao.com/kaku-vai-feira-pushkar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2016 17:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Photos With Love]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kakun veio com 4 filhos e o marido participar do Mela de Pushkar (feira de camelos). O marido vai para a feira tentar ganhar algum dinheiro com performances musicais. Ela aguarda com os filhos num campo mais afastado da feira. Como não tem tenda, passa os dias (cerca de 10) debaixo de uma árvore. Tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-26179" src="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul.jpg" alt="ana-abrao-india-pushkar-kakun-with-raul" width="1205" height="800" srcset="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul.jpg 1205w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-600x398.jpg 600w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-300x199.jpg 300w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-768x510.jpg 768w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-1024x680.jpg 1024w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-500x332.jpg 500w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-610x405.jpg 610w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/11/Ana-Abrao-India-Pushkar-Kakun-with-Raul-1080x717.jpg 1080w" sizes="(max-width: 1205px) 100vw, 1205px" /></p>
<p>Kakun veio com 4 filhos e o marido participar do Mela de Pushkar (feira de camelos). O marido vai para a feira tentar ganhar algum dinheiro com performances musicais. Ela aguarda com os filhos num campo mais afastado da feira. Como não tem tenda, passa os dias (cerca de 10) debaixo de uma árvore. Tem alguma água para beber e cozinhar. Lava as panelas com terra (esfrega a terra com as mãos, no interior). Um saco pendurado na árvore faz de armário das poucas coisas que têm para uso pessoal. Um pano amarrado nos galhos faz de berço para o bebe.</p>
<p>Observo sem demonstrar o aperto interior que no fundo sinto de ver a cena&#8230;</p>
<p>Visito a familia a convite da amiga Eliane Bandd que já os conhecia de uma visita no ano passado. Somos recebidas com alegria. As crianças festejam. Pedem chocolate. Prometo levar bananas no dia seguinte. 🙂</p>
<p>Tento me comunicar (elas em Hindi, nós em inglês :-), rimos, brinco com as crianças, fotografo, ofereceço impressões instantâneas que fazem a alegria do dia.</p>
<p>Saio com o pensamento vago&#8230; feliz e com o sentimento de que é preciso não esquecer de dar o devido valor às coisas simples que dou como adquirido.</p>
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		<title>A paz do Golden Temple</title>
		<link>https://anaabrao.com/a-paz-do-golden-temple/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2016 21:25:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imagens com história]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Todas as categorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não exagero se disser que é dos lugares mais impressionantes em que já alguma vez estive...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se a Paz tem morada própria, o Golden Temple é onde ela vive</p>
<p>Não exagero se disser que é dos lugares mais impressionantes em que já alguma vez estive.</p>
<p>Se eu tivesse que definir a minha vivência neste lugar numa única palavra, Paz é a palavra que diz tudo. Embora seja uma pessoa sética na forma de pensar, tenho que admitir que este espaço tem qualquer coisa de especial. É impossível ficar indiferente. É impossível não sentir. É forte. Uma energia suave e doce que entranha por dentro de nós e que nos permite estar num estado de plenitude que penso ser preciso experimentar para se saber o que é.</p>
<p>Frio e calor. Nas minhas memórias estas sensações vão permanecer associadas à minha experiência nestes 3 dias no templo. Muito frio, pela localização próxima aos Himalaias, pelo período do ano (Dezembro ) mas sobretudo pelo mármore gelado (muito!) em que caminhávamos descalços à volta do lago, no interior do templo e sempre no sentido horário, seguindo os peregrinos Sikhs enquanto ouviamos os seus canticos e estudavamos formas de capturar boas imagens.</p>
<p>O calor humano era provavelmente a força que sentíamos no ar. A forma como os Sikhs comunicam com o olhar, com a expressão facial e corporal e sobretudo com o sorriso, é linda de se ver e de se sentir. Desarma as nossas defesas e as nossas máscaras sociais e nos faz ser apenas o que somos. Uma sensação que não tem preço&#8230;</p>
<p>Descobri um lugar no mundo onde as pessoas são genuínas&#8230;</p>
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		<title>Diferenças Culturais. Conhece-las ou evita-las?</title>
		<link>https://anaabrao.com/diferencas-culturais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2016 21:03:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Todas as categorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É provavelmente o que torna a fotografia de viagem tão estimulante: capturar de forma criativa momentos únicos de uma outra cultura, com as suas expressões, atitudes, costumes e crenças.</p>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p style="margin: 0in; font-family: arial; font-size: 14.0pt; color: black;"><span lang="pt" style="background: white;">Vivemos num mundo ainda repleto de conflitos derivados de preconceitos de natureza racial. Perante este facto, vale a pena questionar o que é preciso fazer para que se estabeleça uma relação pacífica e saudável entre as diversas culturas do Planeta. </span></p></div>
			</div>
			</div>
				
				
				
				
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				<span class="et_pb_image_wrap "><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="533" src="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple.jpg" alt="" title="" srcset="https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple.jpg 800w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple-600x400.jpg 600w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple-300x200.jpg 300w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple-768x512.jpg 768w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple-500x333.jpg 500w, https://anaabrao.com/wp-content/uploads/2016/05/Livia-in-the-Karni-Kata-Temple-610x406.jpg 610w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" class="wp-image-25743" /></span>
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				<div class="et_pb_text_inner"><p>No templo Karni Mata (Bikaner, Rajastão, India) os ratos são considerados sagrados e, por esta razão, são cuidadosamente tratados a leite, água, ração e uma espécie de queijo. Decorado em mármore e ouro, este templo é visitado diariamente por fiéis que esperam ser abençoados com a passagem de um dos ratos pelos seus pés.</p>
<p>Fiéis ou visitantes são convidados, à entrada, a deixar os sapatos do lado de fora para que não sejam levadas impurezas para o interior do espaço religioso. Paradoxalmente, todo o piso interno é repleto de dejectos fecais, urina e restos de alimento.</p>
<p>Ao observar a expressão de fé dos fiéis enquanto fazem as suas orações, tendo os ratos a tentar subir-lhes pelas pernas, reflicto sobre as diferenças culturais.</p></div>
			</div>
			</div>
				
				
				
				
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				<div class="et_pb_text_inner"><p><span lang="pt">Sendo certo que o conhecimento das diferenças culturais pode ajudar na atracção interpessoal e na redução do preconceito étnico, perante valores, atitudes e práticas de culturas inequivocamente diferentes, que estratégia escolher no caminho do entendimento? Dar a conhecer as semelhanças ou</span><span lang="en-US"> informar sobre as diferenças?  Talvez de um equilíbrio entre ambas resulte a melhor forma de deitar por terra os mitos e as falsas crenças que originam os estereótipos negativos, geradores da intolerância entre diferentes credos e raças, quando afinal nenhuma está certa ou errada, simplesmente são&#8230; diferentes.</span></p>
<p>É muito provavelmente o que torna a fotografia de viagem tão estimulante: capturar de forma criativa momentos únicos de uma outra cultura, com as suas expressões, atitudes, costumes e crenças. Dar a conhecer a beleza intrínseca de um povo, respeitando a sua identidade social, diferente, mas própria e positiva.</p></div>
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		<title>Backwaters de Kerala &#8211; A Veneza Indiana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Abrão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2014 19:38:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Imagens com história]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[Todas as categorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Toda a vida quotidiana está adaptada à água. Não há estradas, apenas waterways.”   Diamante fotográfico Uma mistura de fascínio, curiosidade e uma imensa sensação de tranquilidade é o que senti ao deslizar pelas águas dos canais de Kerala.  São por vezes tão estreitos como uma ruela e outras vezes tão largos como uma baía [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em><strong>“</strong>Toda a vida quotidiana está adaptada à água. Não há estradas, apenas waterways.”</em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Diamante fotográfico</strong></p>
<p>Uma mistura de fascínio, curiosidade e uma imensa sensação de tranquilidade é o que senti ao deslizar pelas águas dos canais de Kerala.  São por vezes tão estreitos como uma ruela e outras vezes tão largos como uma baía grande, mas, tanto num caso como em outro, o verde é a cor predominante que salta aos nossos olhos. Não tenho o hábito, no meu dia-a-dia, de ver o maravilhoso contraste entre o azul do céu e o verde intenso daquelas águas, com margens repletas de longos coqueiros e bananais, quais molduras de paisagens tropicais. Assim são as <em>backwaters</em>: centenas de quilómetros de uma intrincada rede de rios, canais, lagos e estuários que recortam a costa do mar Arábico, no extremo sul da Índia e que são consideradas a “jóia da coroa” do Estado de Kerala. Um paraíso para a fotografia!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No <em>houseboat</em></strong></p>
<p>Quem procura formas de explorar a região descobre logo que a forma mais emocionante de explorar as <em>backwaters</em> é alugando-se um <em>Houseboat</em>, um antigo barco de transporte de arroz (de facto, têm o aspecto de um bago de arroz!) e outros bens, feito com tiras de madeira atadas com cordas de fibras de coco, teto de bambus trançados com folhas de palmeiras e … nem um único prego. Atualmente, os seus cerca de 15 a 20 metros de comprimento estão luxuosamente adaptados com todas as facilidades e conforto que alguém pode desejar para um relaxante fim-de-semana ou para umas férias românticas regadas a boa comida, frutas, água de coco ou uma <em>Kingfisher</em>, a cerveja nacional de eleição. Entre 24 horas e vários dias, os programas são os mais variados e podem incluir desde visita a parques de vida selvagem a tratamentos Ayuerda. Mas seja num <em>Houseboat</em> ou numa canoa a remos, sentir as <em>backwaters</em> é uma experiência que não se esquece. Com a câmara nas mãos, por vezes ficamos divididos entre capturar cenas pouco vulgares ou simplesmente apreciar o momento. O deslizar do barco pela água, muitas vezes recortando o manto verde de jacintos que cobrem a superfície dos canais, transmitem uma sensação de paz que não deixa indiferente um observador mais sensível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O dia-a-dia</strong></p>
<p>Para chegar a Alleppey (desde Kollam), de onde parte a maior parte dos Houseboats e outros barcos de passeio, trocamos o comboio por uma viagem de oito horas de barco (por 300 Rúpias, cerca de €5,50). Em princípio, pareceu-nos aborrecedor estar 8 horas num barco. No entanto, são horas em que não sobra tempo para o tédio. A cada instante, por entre casas e coqueiros, e em ambas as margens, vemos cenas de um quotidiano que mais parecem contar histórias. Das pequenas vilas isoladas aos extensos e verdejantes campos de arroz, a vida dos moradores decorre com a naturalidade de um dia como outro qualquer mas que, para um fotógrafo, transforma-se numa oportunidade única de observar traços, costumes, comportamentos, expressões e tantas outras características que dão a uma cultura uma identidade única. Vemos pessoas na produção de corda a partir da folha da palmeira; mulheres no trabalho da construção; homens passando roupa a ferro; barcos em construção; pescadores a utilizar as antigas redes chinesas (reminiscência dos antigos laços de comércio); mulheres a caminhar com as suas roupas multicolores; crianças correndo com os seus uniformes escolares e a acenar com as mãos; cantos e acordes que se ouvem dos templos e mesquitas construídos logo à margem; pássaros exóticos a voar de uma margem à outra… e tantos outras informações de uma riqueza visual única.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Turismo Cultural</strong></p>
<p>A meio caminho da viagem, parámos num restaurante nas margens do rio onde alguns nativos nos esperam para servir uma refeição do dia-a-dia em Kerala: arroz, vários tipos de legumes ao molho e um pequeno peixe frito, servidos na folha de bananeira e, para o espanto dos clientes, sem talheres. Como quem vai a Roma deve agir como romano, comemos despreocupadamente com as mãos (depois de bem lavadas, obviamente) e acabamos por descobrir que, além da comida ser muito saborosa, afinal, até é bom mudar os hábitos.</p>
<p>Como o ambiente é propício a reflexão, naquele momento concluo que a diversidade cultural será, provavelmente, um dos maiores legados do turismo. Estimula o enriquecimento cultural, aumenta as opções de escolha e oferece a verdadeira sensação de mudança de ambiente, tão merecida depois de um ano de trabalho, num caminho já trilhado e sabido. Que chatice será o turismo do futuro (e consequentemente a fotografia de viagem) se, como herança deste mundo cada vez mais globalizado, encontrarmos no nosso destino turístico pessoas que usam as mesmas calças jeans e T-shirts, ouvirmos pelas rádios as mesmas músicas pop internacionais, vermos cidades com estilos arquitetónicos modernos ou entrarmos em lojas com os mesmos produtos e marcas a venda…</p>
<p><strong>Genuinidade</strong></p>
<p>A começar pela simpatia das pessoas locais que, através do olhar, expressão acolhedora ou sorriso espontâneo, comunicam com o estrangeiro (e com a câmara) como se de uma pessoa conhecida se tratasse. Estas características (as expressões, a abertura e receptividade ao estrangeiro e a mistura de cores das vestimentas, bijouterias e turbantes) mais uma vez fazem da Índia o lugar perfeito para a fotografia de retratos.</p>
<p>Além da beleza natural que constitui as <em>backwaters</em>, Kerala oferece muitos outros contextos potencialmente ricos para a fotografia. Em toda a costa podemos encontrar pequenas vilas piscatórias onde ainda se vê práticas pouco comuns como a arte xávega, um legado português deixado na época dos descobrimentos e as <em>Chinese Fishing Nets</em>, um intrincado sistema de pesca feitos de troncos de madeira, engenhosamente manuseado através de um sistema de contra-pesos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A descoberta relativamente recente deste <em>hot-spot</em> para o turismo funcionou como uma alavanca para o crescimento económico local que na verdade já havia sido beneficiada, relativamente às demais regiões, devido à sua localização privilegiada com relação à histórica rota das especiarias. Ainda assim, está longe de se transformar em turismo massificado.</p>
<p>Se esta descrição cumpriu o seu objetivo, levou-te a criar imagens e sensações. Transportou-te ao mundo dos sonhos. Cabe a ti (re)descobri-las.</p>
<p>Artigo publicado na revista <strong>Super Foto Digital<br />
</strong><span style="line-height: 1.7em;">Texto e fotos reeditados</span></p>
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